7 Pilares
Para um Sporting de sócios,
fiel ao seu ADN,
e com a familia
sportinguista reunida.
Para um Sporting de sócios,
fiel ao seu ADN,
e com a familia
sportinguista reunida.
O Sporting Clube de Portugal nasceu da paixão dos seus sócios. Foi essa força coletiva que construiu o clube, que o sustentou nos momentos mais difíceis e que sempre fez do nosso Clube uma instituição diferente das outras.
Hoje, apesar dos resultados desportivos, muitos sportinguistas sentem-se afastados do Clube e o Estádio transformou-se, demasiadas vezes, num espaço frio, sem a emoção e a energia que sempre nos distinguiram. Um clube que vive da sua gente não pode prescindir da sua alma. O Sporting caminha para se tornar num clube de clientes, mas nós queremos voltar a ser um clube de sócios, onde a paixão, o envolvimento e a voz de cada associado são o que realmente conta.
Este pilar assume o compromisso de devolver dignidade ao sócio sportinguista, reforçar a proximidade entre Direção e associados, valorizar os Núcleos como extensões vivas do clube em todo o país e no estrangeiro, e reconstruir um ambiente vibrante no Estádio e no Pavilhão, onde cada jogo começa com uma vantagem emocional clara: o apoio incondicional.
Queremos um Sporting onde os sócios se sintam em casa, ouvidos, respeitados e envolvidos. Um Sporting que volta a ganhar identidade nas bancadas, união e força, dentro e fora de campo. Porque as Direções passam, mas os sócios ficam. E são eles o maior património do Sporting Clube de Portugal .
No futebol, o Sporting ainda vive, em grande medida, do projeto desportivo implementado por Rúben Amorim e por uma vasta equipa interna e externa ao Sporting. Foi um projeto forte, estruturado, que deixou marca ao nível do futebol profissional, do scouting, da formação e da organização interna. Um projeto desta dimensão não desaparece de um dia para o outro e os méritos devem ser reconhecidos.
Mas a realidade é simples: esse treinador já saiu do clube e, sem uma política desportiva liderada pelo Sporting, o projeto tenderá a esvaziar-se, abrindo caminho a um regresso ao período pré-Amorim, marcado pela falta de visão, de rumo e de um verdadeiro projeto desportivo.
Assim, propomos criar uma política desportiva transversal, pensada a longo prazo e liderada pelo Clube, independentemente de quem esteja no banco. Haverá uma estrutura profissional que defina e execute a visão desportiva do Sporting, em todas as modalidades, garantindo estabilidade, identidade, excelência e continuidade na formação de talentos em todos os escalões. A formação será um pilar central, assegurando que os jovens atletas cresçam dentro de uma filosofia única, transmitindo valores, qualidade técnica e cultura de excelência do Clube.
A nossa candidatura propõe um projeto desportivo sólido, com decisões orientadas pelo Clube, formação de talentos, excelência das equipas técnicas e desenvolvimento de infraestruturas, garantindo estabilidade e crescimento sustentado. O treinador será sempre escolhido de acordo com esta política, nunca o contrário: a política define o treinador, e não o treinador a política.
O ADN do Sporting constrói-se desde cedo. Nas modalidades, nos valores transmitidos aos atletas, na cultura de exigência e na forma como o Clube respeita e preserva a sua própria história. O Sporting sempre foi um clube eclético, onde diferentes modalidades ajudaram a construir uma identidade única, feita de ambição, superação e cultura de vitória. O ecletismo não é apenas uma característica, é uma marca identitária profunda do Sporting e uma das maiores forças da sua grandeza histórica.
Ao longo dos anos, foi essa diversidade desportiva que moldou o carácter do Clube, criando gerações de atletas e dirigentes com forte sentido de pertença, responsabilidade e compromisso com o símbolo que representam. O ADN sportinguista vive na exigência competitiva, no orgulho em representar o Clube e na ambição permanente de vencer, independentemente da modalidade.
Este pilar assume o compromisso de reforçar o ecletismo como elemento central da identidade do Sporting, garantindo que todas as modalidades têm espaço, relevância e condições para crescer de forma estruturada e competitiva. Ao mesmo tempo, propõe valorizar e homenagear as antigas glórias do Sporting em vida, reconhecendo quem construiu o Clube e assegurando que a sua história, os seus valores e a sua identidade são preservados, celebrados e transmitidos às gerações futuras
O Sporting tem hoje um princípio que deve ser inegociável: transparência total perante os sócios. Um clube que pertence aos seus associados não pode tomar decisões estruturais sem as explicar de forma clara, compreensível e completa.
Nos últimos anos, demasiadas decisões financeiras relevantes foram apresentadas sem o devido esclarecimento. O financiamento de 225 milhões de euros associado ao Estádio é um exemplo: os sócios conhecem o valor, mas continuam sem perceber, de forma simples, como será pago, qual o retorno e qual o impacto futuro no clube. Transparência não é comunicar números, é explicar decisões.
Ao mesmo tempo, o Sporting apresenta resultados positivos, mas as dúvidas mantêm-se: o passivo não desce, a dívida a fornecedores cresce, e decisões estratégicas surgem sem debate real com os sócios. Um clube forte não esconde, explica.
A nossa candidatura assume um compromisso claro: rigor, sustentabilidade e transparência total. Os sócios voltarão a saber, compreender e participar nas grandes decisões que definem o futuro do Sporting Clube de Portugal.
O Sporting Clube de Portugal é uma das maiores instituições desportivas da Europa. A sua força não vive apenas dos resultados, mas da sua identidade, da sua história e da forma como se apresenta ao mundo. A marca Sporting não é um detalhe; é um ativo estratégico, emocional e patrimonial que deve ser protegido, valorizado e projetado com ambição.
Nos últimos anos, o clube evoluiu em várias dimensões, mas há sinais claros de perda de identidade e de afastamento entre a instituição e a sua base emocional. A modernização não pode significar descaracterização, nem o crescimento pode ser feito ignorando quem sustenta o clube: os sportinguistas.
A nossa candidatura assume o compromisso de reforçar a identidade histórica do clube, valorizar o seu património e projetar a marca Sporting com profissionalismo, inovação e ambição. Isto implica respeitar os símbolos, modernizar a presença comercial, melhorar a experiência no Estádio e garantir que todos os sportinguistas, sem exceção, são tratados com dignidade.
O Sporting nasceu do associativismo, da participação e do debate. Hoje, muitos sócios sentem-se afastados, pouco informados e, em alguns casos, silenciados. Decisões relevantes são tomadas sem explicação atempada, e a crítica construtiva passou a ser vista como ameaça, quando devia ser um ativo. Um Sporting forte não teme os seus sócios. Ouve-os. Respeita-os. Dá-lhes voz.
A nossa candidatura assume também o compromisso de modernizar profundamente as plataformas oficiais do Sporting, com um website robusto, responsivo e preparado para grandes momentos de procura, lançamento, paralelamente, a aplicação Sporting 4.0.
Este caminho inclui também uma Sporting TV renovada, mais dinâmica, próxima e relevante para os sportinguistas, bem como a criação da Rádio Sporting, uma voz permanente do clube, da sua história e da sua atualidade. Porque comunicar não é apenas informar. É envolver, aproximar e construir um clube mais participado, mais transparente e mais vivo.
O Sporting tem um papel essencial na sociedade, capaz de transformar vidas e fortalecer comunidades. Nesse sentido, vamos reforçar o compromisso com aqueles que o representam, com os jovens em situação de vulnerabilidade e com todos os cidadãos que mais necessitam do nosso apoio.
A criação da Casa do Atleta, por exemplo, garante que nenhum ex-atleta que honrou o nosso Clube fique esquecido, oferecendo apoio, dignidade e acompanhamento em momentos de dificuldade. Ao mesmo tempo, queremos que o Clube esteja mais próximo das comunidades, apoiando instituições locais, respondendo a emergências sociais e ambientais, e envolvendo atletas, equipas técnicas e funcionários em ações concretas de solidariedade.
O Sporting é muito mais do que um símbolo desportivo: é um agente ativo de mudança social .